Como me tornei a “pin-up geek” que “sou” hoje

 

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Eu sempre gostei de moda, dizer isso, pode soar estranho, porque eu também vivo dizendo que sempre fui inconformada com a sociedade patriarcal e com o machismo. Mas no auge dos meus 4/5 anos eu não sabia a ligação de uma coisa com a outra, e pra ser sincera até hoje tenho minhas dúvidas até onde esse meu gosto tem a ver com a sociedade. Fui uma criança vaidosa, sempre amei batom e pintar as unhas, sempre amei rosa. E sou filha de um pai que me ajudava com isso tudo, painho sempre teve uma paciência enorme para me ajudar a escolher roupas, sapatos, bolsas, isso quando não era ele mesmo que comprava as blusinhas mais legais da loja pra mim (aliás, até hoje gosto mais de fazer compras acompanhada dele, do que com minha mãe que ao contrário não tem muita paciência nem pra comprar as próprias roupas). Então eu posso dizer que eu fui uma criança bem estilosa, aliás, minhas fotos de infância comprovam isso.

Meus problemas com roupas começaram na pré-adolescência, a fase de crescimento, mudanças e redescobrimento. E se não fosse o bastante toda essa confusão eu era a criança gorda, ou seja, enquanto a maioria das crianças que estavam passando pela mesma situação que eu, ainda encontravam roupas na sessão infantil. Eu tinha que caçar calças na sessão adulta e orar para que as blusinhas estilosas da sessão teen não ficassem muito apertadas. Isso quando eu tinha 12/13 anos e estava na fase roqueirona poser só usava pulseira de spikes, calças jeans (eu usava calça jeans até em casa porque tinha vergonha das minhas pernas) e blusa preta (e no fone tocando Jonas Brothers, música da Disney, e Mcfly hahaha).

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Entre 2013 e 2014 eu comecei a “procurar um estilo”

Depois dessa fase eu simplesmente me desliguei pra roupas, continuava comprando as revistas adolescentes com editoriais de moda, mas só via as roupas e modelos que estavam completamente distante do meu corpo e do meu dinheiro. Então por uns três anos eu usava as roupas que simplesmente coubessem em mim, não importava se ficavam feias, se não tinha bom caimento ou se não tinham absolutamente nada a ver comigo. Eu só dizia a mim mesma que quando eu emagrecesse me vestiria melhor. Então um dia eu simplesmente cansei, e resolvi que iria ser estilosa sim, sem precisar emagrecer e fim. Resolvi que iria aderir ao estilo retrô/pin up, cheguei a essa resolução no final de 2012 (afinal o mundo não tinha acabado mesmo né), e comecei a pôr os planos em prática durante 2013 (e foi na mesma época em que eu estava em transição capilar).

Claro que durante esse processo eu quebrei muito a cara, comprei roupas erradas, desconfortáveis, “cansei do estilo”, não achei roupas adequadas, misturei cores que ficaram horríveis, “cansei do estilo de novo”. Passei seis meses, achando que estilo era sinônimo de blusa xadrez,  outros seis só usando legging com blusão masculino, seis meses usando saias enormes até os pés com blusas feias, e mais seis tentando usar roupas mais “adultas” (calças jeans com blusas sociais). Até que cheguei a conclusão que quase nada daquilo combinava comigo ou com a minha personalidade. Apesar de tudo, essas experiências “monótonas semestrais” dos últimos dois anos me fizeram descobrir muitas coisas, sobre mim, e sobre o meu jeito de me vestir.

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Entre as várias mudanças e descobertas, conseguir ir à praia ano passado, depois de dez anos sem ir 

 

 

A primeira de todas foi que nunca, never, jamais, eu devo comprar roupas que me deixem desconfortáveis. A segunda é que as vezes uma roupa fica confortável na primeira prova e quando vou vestir começo a odiá-la, e a terceira que as vezes uma roupa que eu vesti por meses e sempre me deixou confortável fica “ruim” do nada. Além disso percebi que adoro saia (mas até os pés só pra usar de vez em quando), adoro vestidos, e adoro blusas divertidas com a temática geek (gosto mais ainda de usa-las com saias), descobri que gosto de leggings com blusão, e também de bermudas e shortinhos jeans, mas que da mesma forma que as saias até os pés só gosto de usar calça jeans de vez em quando. Percebi que gosto de misturar estilos, e que me sinto confortável assim.

Isso não quer dizer que eu sempre acerto nos looks, e que de vez em quando eu não me vista desleixada, pelo contrário. Tem dias que eu simplesmente visto as primeiras coisas que acho, sem nem perceber se combinam ou não. Ainda preciso aprender muita coisas sobre mim mesma e sobre roupas, mas atualmente me sinto muito mais feliz  sobre mim e sobre a forma que me visto. Foi um processo demorado, irritante e que ainda está em curso, mas que está compensando.

#Pijamandolivros – Agnes Grey – Anne Brontë

AGNES_GREY_1430695883438648SK1430695884BAgnes é uma camponesa inglesa do século XIX. Apesar de pobres, a família Grey sempre teve como se sustentar e viver bem, até o senhor Grey acumular algumas dívidas e cair doente. Com a doença do pai, Agnes resolve procurar um emprego de preceptora com o pretexto de ajudar a família nos gastos. A primeira família para a qual Agnes vai trabalhar não tem nada do que ela esperava, suas esperanças de encontrar uma casa acolhedora e bons pupilos logo caí por terra, as crianças são teimosas, mimadas, e os seus pais, chegam a ser ainda piores, aplaudindo tudo o que os filhos fazem de ruim e de errado. A segunda família para qual Agnes vai trabalhar é mais rica, e menos problemática, apesar de ter pupilos tão mimados e mal criados quanto os primeiros, dessa vez a protagonista é mais experiente, e consegue se manter no emprego por um longo tempo, apesar das humilhações pelas quais é obrigada a passar.

O livro faz uma denúncia da situação das mulheres pobres que se dispunham a trabalhar como governantas, seja para serem independentes, seja para ajudar na renda da família, ou porque simplesmente não tinham onde cair morta, as moças eram tratadas como se não fossem gente. Além disso, o livro também trata de paixão platônica, depois de alguns anos tediosos e tristes na casa dos Murrays, o novo cura da paróquia chama a atenção de Anne, e gradativamente vemos a personagem se envolver no que chamamos (erroneamente) de paixão platônica, apesar das dores do amor idealizado, não deixa de ser interessante ver o desenrolar da “história de amor” de Agnes.

Agnes é uma moça do campo procurando independência, apesar do pretexto de ajudar a família, seus motivos internos para procurar emprego, é a busca de aventuras, da independência e da autonomia, já que apesar de ser muito amada pela sua família nunca lhe foi permitido que ela fizesse as coisas por sua própria conta e vivia sob a supervisão constante da mãe e da irmã. E ao se deparar com situações humilhantes, ao ver cada vez suas esperanças inocentes serem esmagadas, e ser privada do amor que sempre recebeu, Agnes deixa de ser uma menina para se tornar uma mulher madura, e experiente, e que apesar dos problemas não deixa seus princípios de lado.

Característica que Agnes herdou da família, sua mãe fora uma jovem rica, mas renunciou ao dinheiro em nome do amor, e mesmo quando tem uma chance de poder ter tudo de volta Alice – a mãe de Agnes- renega em nome dos seus princípios e da verdade. Enquanto isso, os nobres demonstram sempre fraqueza de caráter inclinações em fazer somente o que lhes convém. Os pobres, por sua vez, a quem eles tanto ignoram e zombam, demonstram ter uma índole mais crítica, e mais “correta” que certos nobres. Quanto ao senhor Weston possuí um caráter bem parecido com o de Agnes, apenas um pouco mais pessimista. A intenção da autora, em demostrar que um bom caráter vem da formação e da personalidade, e não da nobreza ou da riqueza, é atingida com louvor.

O livro é extremamente fluído, é escrito em primeira pessoa, e mantém a forma de “auto-biografia em diário”, o que torna a leitura ainda mais fácil e até mais agradável, apesar de ser um livro “curto” em comparação com outros, a maioria das descrições são detalhistas, mas não chegam a ser prolixas. Enquanto outras descrições são um pouco mais “atropeladas” e que desenvolvem a característica do “amor platônico”, fazendo com que o leitor tenha a mesma sensação da personagem sobre o seu “imaginário”. A linguagem de Anne não é simples, mas também não chega a ser rebuscada, e a história em geral não é tão dramática ou densa, mas possuí suas características trazendo importância e peso para a literatura feminina.

Viagem ao Rio

Bom meu povo, como falei há alguns dias eu vou dividir minha experiência no Rio em duas partes, a primeira que foi só sobre a Bienal, e essa que será sobre a viagem, passeios em si.

Esplêndido viu?

Esplêndido viu?

Na sexta-feira, fui com os colegas ver o Cristo, fomos bem lindos, caprichando no close (e na tabaroísse) ver o tal Cristo. Havíamos sido avisados de antemão que quando o tempo está nublado é impossível ver o Cristo, estava nublado, mas falaram que dava pra ver. E deu, chegando lá, subimos uns trinta lances de escada (descobri que meu condicionamento físico está pior do que eu pensava), e quando eu chego lá, no penúltimo, morrendo de ofegar, está Ronaldo, morrendo de medo, porque começou a ventar forte etc. Vimos água em estado gasoso e etc. E parecia que o vento ia nos levar de lá (por isso Ronaldo teve medo, e ME deixou com medo). Mas fora todo o vexame, frio e frizz  no meu cabelo, a experiência foi maravilhosa. Vi o Cristo, vi o Cristo se esconder, tirei foto com o Cristo, e ouvi uns 300 idiomas e sotaques de uma vez só.

Fazendo close no Jardim Botânico <3

Fazendo close no Jardim Botânico ❤

No mesmo dia, pegamos o metrô errado quando estávamos voltando, daí Ronaldo e eu resolvemos ir para o Jardim Botânico (sozinhos, bem lindjos, perguntando a um e a outro como chegaríamos lá). E, o lugar é LINDO PRA CARAMBA! Eu amei todo o lugar, lindo, verde, cheio de planta, verde, flores lindas. Enfim, me apaixonei pelo Jardim Botânico, se forem ao Rio, e gostar das coisas que a natureza dá. VÁ AO JARDIM BOTÂNICO, aliás, vá ao Jardim Botânco mesmo se você não gostar de verde. Adorei o Cristo, mas se tiver que escolher entre Cristo e Jardim Botânico, fico com o Jardim ❤ Depois de lá ainda fomos na Lagoa Rodrigo de Freitas.

CCBB

CCBB

No Domingo, eu fui para o centro encontrar minha prima, e depois de passearmos um pouco – fui na Candelária, passamos pelo Palácio do Itamaraty, e dentre outras cousas. Fomos ao CCBB ver a exposição de Picasso e a arte moderna espanhola. Passamos fucking quatro horaaaassssss na fila, mas foi um dia divertidíssimo, era o último dia de exposição (por isso a demora) e eu fiquei maravilhada com as obras e com o espaço do CCBB, ainda fomos no Museu dos Correios depois, mas como estávamos muito cansadas nem aproveitamos tanto.

Em frente a ALERJ

Em frente a ALERJ

Na terça, fui ao centro novamente, dessa vez com meus amigos, vimos o teatro municipal. Entramos no Museu Nacional de Belas Artes (onde eu fiz muito close junto as estátuas gregas), e novamente fiquei maravilhada com as beleuzas do lugar. Fomos ainda na Biblioteca nacional nesse mesmo dia. E depois ficamos andando no centro, e bancando os phenos (mentira, estávamos perdidos mesmo).

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Na quarta eu fui na bienal pela manhã, como comentei no outro post. E a tarde fui sozinha (a independente) para Copacapana, tirei foto com Drummond e Caymi, apreciei a beleza do lugar e das pessoas. Na ida, passei de ônibus pelo Leblon,  e me senti uma Helena de Manuel Carlos (só que pobre). E gente, de novo: Que lugar maravilhoso, e lindo que é Copacabana, sério, eu fiquei apaixonadíssima. Não adianta descrever, tem que ir até lá para entender do que estou falando. Fui ainda no Forte, sou apaixonada por história, logo achei o lugar fantástico. E a vista a partir da parte dos canhões, é de tremer de emoção. Quando saí de lá, já era noite, encontrei minha prima, e fomos divar na noite carioca. Mentira, fomos ao Starbuquissss, e de verdade gente, por favor tragam uma franquia do Starbuquis pra Sergipe, vida nunca te pedi nada. Na volta passei pela Avenida Brasil de ônibus OI OI OI, fui para a casa da minha tia em Caxias, onde passei a noite. Na quinta, foi hora de dar tchau, voltei arrastada, mas voltei.

Copacabana.

Copacabana.

Vista a partir do Forte <3

Vista a partir do Forte ❤

O que preciso falar sobre a viagem em geral: Essa foi minha primeira viagem de verdade na vida (SIM!), por isso, obviamente, meu coraçãozinho bateu mais forte de nervoso e emoção várias vezes. Sei que não mereço muito crédito, já que não conheço outro lugar. Mas me apaixonei pelo Rio de Janeiro, com chuva e tudo. Espero poder voltar lá em breve, e de preferência quando estiver calor.

Bienal do livro do Rio 2015

Olá meu povo! Viajei para o Rio recentemente, entre os dias 3 e 10 de setembro, para ser mais específica, e se você costuma acompanhar as notícias do mundo Literário, sabe que entre os dias 3 e 13 estava rolando a Bienal do Livro do Rio. Então, lógico que eu estive na Bienal váááárias vezes ❤ E fiquei com vontade de compartilhar com vocês a minha experiência, tanto na Bienal, quanto no Rio, e claro, sobre a viagem como um todo. Então, vou fazer dois posts, um especifico sobre a bienal, e outro sobre a viagem em si. Então, vamos lá:

trono

Cheguei ao Rio no primeiro dia da Bienal, e como fiquei hospedada junto com os amigos, bem pertinho do Riocentro, nossa primeira atitude foi ir para a bienal claro. No primeiro dia, não tinha muita gente, portanto os pavilhões eram só ousadia e alegria. Andamos por todos os pavilhões. Quase todos os estantes e livrarias sem passar por nenhum aperto.

Fiz close no trono de Ferro, comprei alguns livrinhos por preços lindos, e andei até as pernas não aguentarem, e saímos de lá quando já estava perto de fechar (fim de feira mesmo).

Eu, Faby. Ronaldo, Fernanda e João. Minha turma de Bienal <3

Eu, Faby. Ronaldo, Fernanda e João. Minha turma de Bienal ❤

No sábado fui novamente a bienal:

Dessa vez estava mais cheio que na quinta, porém passei um dia bem agradável. Fiquei lá das 11:00 da manhã, até as 22:00 horas (pois é. Rata de Bienal mesmo). Logo que cheguei fiquei passeando pelos estandes, e fazendo close pra lá e pra cá. Pela tarde fui para dois cafés literários (cheguei a conclusão que o auditório onde acontece o Café é um dos melhores espaços do Riocentro) Um sobre Shakespeare e outro sobre Alice, depois dos eventos taquei a andar pela Bienal de novo, e ainda pude encontrar uma amiga que não via a muito tempo (alô Cintia ❤ ).

Cintia, minha amiga Sergipana, que a vida tornou carioca <3 foi maravilhoso revê-la.

Cintia, minha amiga Sergipana, que a vida tornou carioca

A noite fui com os amigos para um evento das editoras Suma e Seguinte (ambas do grupo Cia. das Letras). Eu queria  ir apenas para ver as meninas da Capitolina, mas foi muito bom conhecer o trabalho dos autores da Cia das Letras também. E, o evento foi ótimo, divertidíssimo, mas preciso dizer que sofri pra “chegar” lá, logo pela manhã fui na Cia das letras me informar sobre o evento, e me falaram que seriam distribuídas senhas, uma hora antes no auditório. Uma hora e meia antes, lá vou eu, trouxa, atrás das senhas. Chego no auditório, me dizem que as senhas seriam distribuídas em outro canto. Chego lá no outro canto, me mandam voltar pro auditório. Chego no auditório já tinha começado a se formar uma filinha. Porque estou contando essa história? Porque apesar de ser um evento grande, muitas vezes as pessoas que estão trabalhando lá não tem informações corretas sobre o que é, onde, e o que é o que, deixando o público confuso. Sei que isso não é culpa dos funcionários, e que é difícil manter tudo muito organizado num espaço tão grande. Mas é algo que pode ser melhorado, e que deve ser avisado para os leitores que nunca estiveram num evento desse porte. Eu mesma fiquei bem zangada na hora, mas depois passou e foi só ousadia e alegria.

A linda da Carol Rosseti

A linda da Carol Rosseti

Segunda: Na segunda-feira foi feriado, logo estava um pandemônio aquilo lá. Logo pela manhã acompanhei meus amigos a um evento da editora Arqueiro no auditório do Hotel Mercure, no evento foi falado sobre os sucessos da editora, os livros que estavam sendo lançados na Bienal, e sobre os futuros lançamentos da editora. E ainda rolou uma sessão de autógrafos exclusiva com a Carol Rosseti. E aqui vou puxar sardinha para a Arqueiro, pois o evento foi maravilhoso, além de muito bem organizado. Parabéns Arqueiro. Ainda na segunda, fomos para um evento da editora Qualis, eu não conhecia a editora até a bienal. Mas gostei bastante de conhecer, por ser uma editora com muitas publicações femininas, e o evento foi divertidíssimo. Terminamos o dia em mais um evento da Cia. Das Letras (eu queria pegar meu autógrafo com o Raphael Montes que “conheci” no evento do sábado) mas o evento em si foi legal também.

O Raphael Montes, e meu livro autografadinho hahaha.

O Raphael Montes, e meu livro autografadinho hahaha.

Basicamente esses foram os meus dias de Bienal, eu até fui lá na quarta-feira de manhã, mas só pra comprar algumas coisinhas e não permaneci muito tempo. Logo a única coisa que posso dizer sobre a bienal na quarta era: tinha muitas escolas visitando, muitas escolas mesmo, estava tão cheia quanto no sábado,mas o público era praticamente só de adolescentes e crianças. logo teve muita criança perdida, e muita professora preocupada em não deixar suas crianças se perderem também.

O que achei no Geral: Definitivamente é um paraíso para quem gosta de ler, e não só para quem gosta de comprar, já que tem muitos eventos, e palestras maravilhosas, e claro sessão de autógrafos, e o espaço é lindo. Os únicos contras: pode rolar algumas confusões por parte da organização, como aconteceu comigo no sábado. E claro, as multidões em alguns dias. Mas nada que não se possa contornar. E já estou contando os dias pela Bienal de Sampa. Ah, fiquem de olho no meu Instagram (@guriaretro) que vou sortear algumas coisas que trouxe da Bienal por lá 🙂